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Governo 05-02-2026
PR ABRE REUNIÃO INAUGURAL DE COORDENAÇÃO DO CORREDOR DO LOBITO

Na manhã desta quinta-feira 5, o Presidente da República de Angola, João Lourenço, procedeu em Luanda à abertura formal da primeira reunião de trabalho do Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito.

O encontro congrega à mesma mesa representantes dos países directamente envolvidos na implementação da plataforma ferroviária e logística - Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo -, do Banco Mundial e dos parceiros de desenvolvimento e tem como propósito prosseguir as acções que devem permitir aproximar visões sobre a gestão do Corredor, mobilização de investimentos e outras tarefas vitais ligadas ao projecto.

- Integra do teor do discurso do Presidente da República.

- Excelentíssimos Senhores Jean Pierre Bemba Gombo e Situmbeko Musokotwane, Chefes de Delegação da República Democrática do Congo e da República da Zâmbia;

-Excelentíssima Senhora Anna Bjerde, Directora Geral de Operações do Banco Mundial e sua delegação;

-Excelentíssimos Senhores Membros dos Governos de Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia;

-Excelentíssimos Quadros Seniores das Organizações Multilaterais;

-Dignos Membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola;

-Distintos representantes dos parceiros de desenvolvimento;

-Minhas Senhoras, Meus Senhores.

É com grande satisfação que vos acolhemos em Luanda para, com o apoio dos nossos parceiros de desenvolvimento, continuarmos o caminho da materialização da visão de integração regional e prosperidade partilhada entre os nossos povos.

Os nossos três países já se reuniram e trabalharam em diferentes formatos para afirmar o Corredor do Lobito como prioridade estratégica e aproximar visões sobre governança, investimentos e facilitação do trânsito, com a institucionalização da Agência de Facilitação do Corredor do Lobito.

Esta Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito representa, por isso, um passo de consolidação que consiste em elevar a coordenação a um patamar mais operativo, assegurando a harmonização regulamentar e de processos de facilitação, com metas, responsabilidades e acompanhamento regular.

O Corredor do Lobito tem vindo a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação económica em toda a nossa região.

Ao ligar o Atlântico às zonas produtivas do interior, este corredor pode tornar-se numa verdadeira plataforma de desenvolvimento e de dinamização da Zona de Livre Comércio Continental de África, contribuindo para a integração económica regional e para a facilitação do comércio intra-africano, com importantes benefícios para as nossas economias e populações.

A presença de altos membros do Governo dos três países que compõem o corredor e de parceiros de desenvolvimento multilaterais e bilaterais, com destaque para o Banco Mundial, demonstra que existe uma compreensão comum de que o sucesso do Corredor do Lobito depende, acima de tudo, de um alinhamento estratégico claro e de uma coordenação eficaz entre todos os intervenientes.

Os parceiros de desenvolvimento desempenham um papel central neste processo, cujo apoio tem sido determinante não apenas na mobilização de investimentos catalisadores, mas também no apoio às reformas estruturais e na harmonização normativa, dimensões essenciais para reforçar a credibilidade do corredor, reduzir riscos, atrair capital privado e garantir resultados concretos.

É precisamente neste contexto que surge o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito, concebido como uma plataforma de coordenação e alinhamento estratégico.

O seu objectivo não é o de criar novas estruturas, nem burocracias adicionais, mas assegurar que todas as iniciativas promovidas por instituições multilaterais, parceiros bilaterais e investidores privados, estejam devidamente articuladas, evitando duplicações, fragmentações e esforços paralelos que possam diminuir o impacto colectivo.

A complementaridade entre projectos, financiamentos e reformas, é a chave para maximizar resultados e acelerar a implementação.

Importa sublinhar que o que está em causa não são apenas infra-estruturas de transporte. O Corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação económica.

Deve impulsionar o desenvolvimento do agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valor regionais e criar oportunidades económicas sustentáveis, gerar empregos dignos, com especial atenção para os jovens e as mulheres, garantindo que o crescimento económico se traduza numa melhoria efectiva da qualidade de vida das populações das áreas abrangidas.

Consideramos importante que se garanta que a espinha dorsal do Corredor do Lobito, as suas infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas, estejam totalmente reabilitadas e interligadas, para garantir eficiência e competitividade.

Consideramos, por isso, relevante e estratégico que se concretizem os projectos de reabilitação da parte ferroviária na República Democrática do Congo, assim como a materialização da ligação ferroviária e rodoviária à República da Zâmbia, assim como a interligação da rede de transporte de energia de Angola à região, beneficiando as populações e actividades produtivas nos dois países vizinhos.

Sem este esforço, a concretização de um efectivo corredor de desenvolvimento para os nossos países, integrados no contexto da economia global, ficará muito mais desafiante.

Angola tem registado, nos últimos anos, um crescimento económico positivo e sustentado, assente num esforço contínuo de estabilização macroeconómica e de diversificação da sua economia.

Em paralelo, temos procurado criar melhores condições para investimentos estruturantes, reforçando a confiança e a previsibilidade necessárias para projectos de longo prazo.

A parceria de Angola com o Banco Mundial, com o Banco Africano de Desenvolvimento, com a União Europeia, com os Estados Unidos da América e com outros parceiros multilaterais, bilaterais e do sector privado, tem sido decisiva na dinamização deste projecto.

O seu apoio permite o fortalecimento das reformas institucionais, criando confiança e credibilidade para novos investidores.

É neste quadro que pretendo destacar um sinal concreto de passagem da visão à execução: aos 17 de Dezembro de 2025, foi assinado um financiamento de 753 milhões de dólares para a Lobito Atlantic Railway LAR, incluindo 553 milhões de dólares pela Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos da América DFC e 200 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da África do Sul DBSA, visando apoiar a reabilitação e modernização do eixo ferroviário e componentes logísticas associadas ao Corredor do Lobito.

Este passo é relevante porque confirma que o corredor reúne condições para mobilizar financiamento estruturado e de longo prazo, mas também porque reforça a credibilidade e a bancabilidade do projecto, criando efeito de demonstração para novos investidores e ainda porque nos impõe maior responsabilidade colectiva, fazendo com que financiamento assinado se traduza em obras, que as operações sejam eficientes, as reformas executadas e os resultados medidos.

Por essa razão, é fundamental que as boas intenções em torno do Corredor do Lobito se traduzam em decisões operacionais e em instrumentos de execução.

Precisamos de alinhar prioridades, definir roteiros, estabelecer responsabilidades e criar mecanismos de acompanhamento que garantam impacto real, mensurável e duradouro.

Angola reafirma o seu compromisso com esta visão de cooperação regional, com o fortalecimento das instituições e com uma parceria estreita e transparente com todos os parceiros de desenvolvimento aqui presentes.

Estamos convictos de que, trabalhando de forma alinhada e coordenada, conseguiremos transformar o Corredor do Lobito num verdadeiro catalisador de desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

O Corredor do Lobito é mais do que um projecto de infra-estrutura, é um projecto de confiança, de integração e de futuro partilhado.

O seu verdadeiro sucesso será medido não apenas por quilómetros de ferrovia ou volumes de carga transportada, mas pelo impacto que produzirá na vida das pessoas: jovens com emprego, famílias com rendimento, comunidades com novas oportunidades e economias mais resilientes.

É esse compromisso para com as populações que deve guiar as nossas decisões e acelerar a nossa acção.

Angola reafirma o seu compromisso de liderança cooperativa e de execução responsável, com transparência e sentido de urgência, para que os resultados sejam visíveis no quotidiano dos nossos cidadãos.

Com estas palavras, declaro aberta a Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito.

Muito Obrigado pela vossa atenção”.

Fonte: Cipra
Governo 05-02-2026
Luanda acolhe este ano primeira Cimeira Global de Investimentos em África

Angola vai acolher, este ano, a primeira Cimeira Global de Investimento em África, anunciou, nesta terça-feira, no Dubai, o Presidente da República e da União Africana, João Lourenço, durante a cerimónia de lançamento da plataforma criada para mobilizar capital global para “o próximo capítulo de crescimento do continente africano”.
Ao discursar no evento, o Chefe de Estado angolano explicou que a Cimeira Global de Investimento em África vai trabalhar directamente com os países africanos para oferecer previsibilidade aos investidores, assente em regras estáveis, regimes de incentivos transparentes e contratos respeitados, criando um ambiente de confiança para o investimento de longo prazo.

Durante o evento, que decorreu à margem da Cimeira Mundial de Governos, João Lourenço destacou a existência de uma mudança de paradigma na forma de atrair investimento para África, ao defender a necessidade de o continente desbloquear o valor dos seus activos soberanos para acelerar o desenvolvimento económico e alcançar os objectivos da Agenda 2063 da União Africana, “A África que Queremos”.

“As tendências recentes nos alinhamentos e realinhamentos geopolíticos globais enviam um sinal claro para África, no sentido de o continente apostar numa estratégia de desenvolvimento baseada na disciplina do investimento”, aflorou.

O Presidente da República sublinhou que África detém cerca de 40 por cento das reservas globais de minerais, metais e elementos raros, posicionando-se como peça-chave na transição energética global, em particular na produção de energias renováveis e nos minerais necessários para sistemas de armazenamento de energia em baterias e veículos eléctricos.

“O gás natural de África pode alimentar os sistemas energéticos em todo o mundo", afirmou, sublinhando que as florestas e a biodiversidade “tornam a Natureza parte do nosso saldo global de recursos para o desenvolvimento”.

Neste contexto, defendeu que África deve tirar maior proveito dos seus activos soberanos, monetizando-os para desbloquear valor, objectivo central que a Cimeira Global de Investimento em África se propõe apoiar junto dos países africanos.

“Vamos demonstrar, claramente, como os investidores de capital precisam de modelar os seus retornos de longo prazo com confiança”, referiu, sublinhando que a iniciativa representa uma ponte institucional que, bem estruturada, vai ligar África aos investidores globais de forma segura, sustentável e mutuamente vantajosa, “permitindo que os investidores possam modelar os seus retornos de longo prazo com confiança”.

Implementação de reformas estruturais de grande impacto
No caso concreto de Angola, o Chefe de Estado destacou a implementação de reformas estruturais de grande impacto económico e social, operadas desde 2019. “Angola privatizou mais de 100 empresas que se encontravam sob domínio público, abrindo novas oportunidades nos sectores da Energia, dos Transportes, das Finanças e outros”, afirmou.

João Lourenço destacou, ainda, a simplificação dos procedimentos de investimento através da Janela Única de Investimento, bem como a modernização do quadro legal, com vista a garantir maior transparência e protecção do investidor.

Nesse sentido, elencou alguns dos activos soberanos estratégicos de Angola, salientando que o país é um dos maiores produtores de petróleo de África, ao mesmo tempo que expande, rapidamente, o sector das Energias Renováveis, com o objectivo de atingir 70 por cento de produção no próximo ano.

“O nosso sector Mineiro é rico em diamantes, ouro e minerais críticos, e tem sido alvo de reformas estruturais que garantem a transparência e são favoráveis aos investidores”, afirmou João Lourenço, acrescentando que a Agricultura e o Agronegócio são prioridades e contam com incentivos governamentais específicos.

No domínio das infra-estruturas, João Lourenço destacou projectos estruturantes como o Corredor do Lobito e as novas concessões portuárias e aeroportuárias, que posicionam Angola como um “hub logístico regional”.

Aposta na economia digital
O Estadista referiu, igualmente, a aposta nos sectores da Economia Digital e das Tecnologias de Informação e Comunicação. “Estamos a abraçar a economia digital, a abrir o nosso sector de Tecnologias de Informação e Comunicação e a modernizar os serviços financeiros para o futuro”, avançou.

O Presidente da República apelou à mobilização conjunta em torno da Cimeira Global de Investimento em África para a construção de um futuro com impacto duradouro para os povos africanos e o mundo, tendo manifestado a expectativa de dar as boas-vindas, ainda neste ano, em Luanda, à primeira edição do evento.

Destacada visão e liderança do fundador da plataforma
Durante o seu discurso, João Lourenço enalteceu a visão, paixão, determinação, compromisso e liderança do antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, fundador da Global Investment Summit for África.

“Após os seus dez anos de liderança transformadora à frente do Banco Africano de Desenvolvimento, foi com prazer que o recebi em Luanda, em Outubro de 2025, onde me apresentou a sua visão para a Cimeira Global de Investimento em África”, pontualizou.

O Presidente João Lourenço afirmou ter manifestado, na altura, o seu apreço pela iniciativa e formalizado o compromisso de apoio integral, tanto pessoal como da República de Angola, agradecendo, igualmente, a Margery Krause pela co-fundação da Cimeira e pela hospitalidade e empenho demonstrados.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 03-02-2026
Presidente lança Cimeira Global de Investimentos

O Presidente da República e da União Africana, João Lourenço, lança hoje, no Dubai, a Cimeira Global de Investimento para África, uma nova plataforma internacional destinada a promover o investimento privado como motor do desenvolvimento sustentável do continente africano.
A informação foi avançada, ontem, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, no quadro da participação de Angola na Cimeira Mundial de Governos, que arranca hoje.

“É uma nova plataforma que vai nascer aqui, sob a liderança de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço. A ideia é clara. Durante muito tempo o continente africano beneficiou da ajuda ao desenvolvimento, mas essa ajuda não trouxe as soluções que gostaríamos para o desenvolvimento pleno de África”, sublinhou o ministro.

De acordo com Téte António, a “Global Investment Summit for Africa” surge da necessidade de uma mudança de paradigma, passando da dependência da ajuda externa para um modelo assente no investimento estruturante dentro do continente.

O tema central da nova plataforma é precisamente a transição “da ajuda ao desenvolvimento para o investimento no continente africano”, avançou.

Segundo o ministro, existe a perspectiva de a primeira edição formal da Cimeira Global de Investimentos para África vir a realizar-se em Luanda, sublinhando, no entanto, que o seu lançamento no Dubai constitui o primeiro passo para a consolidação da iniciativa.

No evento paralelo, o Presidente da República e da União Africana lidera o lançamento da plataforma em colaboração com o ex-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, contando ainda com a participação dos Presidentes do Ghana, John Mahama, da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, de Moçambique, Daniel Chapo, além de representantes da comunidade empresarial internacional.

“Nós gostaríamos de ver uma plataforma que cresça e que transmita uma mensagem clara. O continente africano não precisa apenas de ajuda, precisa de investimento para fazer uso do enorme potencial que tem”, sublinhou o ministro.

Téte António destacou nesse contexto que o crescente interesse internacional pelos minerais críticos africanos deve ser acompanhado por políticas que promovam a transformação local e o desenvolvimento sustentável.

“Não pode ser como nos anos 40, 50 ou 60, em que apenas se transportava a matéria-prima sem transformação local e sem benefícios reais para o continente”, alertou.

Corredor do Lobito no centro dos debates
O ministro das Relações Exteriores adiantou que temas como a logística e os transportes vão conduzir, naturalmente, ao Corredor do Lobito, que deverá merecer atenção especial durante os debates.

“Introduzimos o Conceito de Corredor como um ‘pool’ de desenvolvimento, que integra agricultura, turismo, transformação industrial e outros domínios do desenvolvimento económico”, explicou, sublinhando o papel do Corredor do Lobito como símbolo de integração económica regional.

A plataforma a ser lançada no contexto da presidência de Angola na União Africana, segundo o ministro, constitui parte do legado do país à frente da organização continental.

“Não se pode falar desta plataforma sem falar do legado da República de Angola como Presidente da União Africana. É uma ideia que foi sendo trabalhada sob liderança angolana e cuja contribuição será sempre recordada”, afirmou.

Em relação à abertura da comunidade internacional ao apelo africano para o investimento, Téte António assegurou que o continente é hoje encarado como uma região de oportunidades.

Sobre o fim do mandato de Angola na presidência da União Africana, o ministro afirmou que o país cumpriu a estratégia definida e deu o seu contributo ao continente.

“Deixaremos que outros avaliem o trabalho de Angola, mas consideramos que demos a nossa contribuição. É um trabalho contínuo e estaremos sempre disponíveis para continuar a servir África”, concluiu.

Fonte: Jornal de Angola.

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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