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Governo 18-03-2026
Comissão da União Africana felicita João Lourenço pela liderança da UA

A Comissão da União Africana felicitou, nesta Terça-Feira, o Presidente da República, João Lourenço, pelo desempenho e dedicação na liderança da União Africana, entre Fevereiro de 2025 à Fevereiro de 2026, cujos resultados alcançados foram substanciais.

A mensagem de felicitação foi transmitida pelo presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, durante um encontro de trabalho, em Adis Abeba, com o embaixador de Angola na Etiópia, Miguel Bembe, também Representante Permanente junto da União África (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África.

O momento serviu para abordar os vários compromissos do Governo angolano, enquadrados na agenda da UA para 2026, nomeadamente os preparativos da Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre o Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África, prevista para o mês de Agosto deste ano, em Luanda.

Na ocasião, os dois interlocutores também se debruçaram sobre a 4.ª Edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência em África, “Bienal de Luanda”, que Angola vai acolher, em Outubro de 2026, sob o lema “Reforçar a Governança da Água em África como Ferramenta de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.

Nesse sentido, Mahmoud Ali Youssouf reconheceu a relação existente entre o lema da 4.ª Edição da Bienal de Luanda e o tema da União Africana para o ano 2026, “Assegurar a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamentos Seguros para Alcançar os Objectivos da Agenda 2063”.

As partes aproveitaram, ainda, a ocasião para analisar os grandes desafios de paz e segurança em África, em especial, nas Regiões dos Grandes Lagos e do Sahel, bem como o impacto do conflito no Médio Oriente para o continente africano e o mundo em geral.

O Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência em África, “Bienal de Luanda”, foi instituído pela Decisão 558/XXIV, adoptada pela 24.ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) em 2015, que orientou a Comissão da União Africana (CUA) a trabalhar em concertação com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e o Governo da República de Angola, para a materialização.

A Decisão 895/XXXVII, da 37.ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da UA, de Fevereiro de 2024, determinou que as futuras edições do referido Fórum sejam realizadas, doravante, no mês de Outubro.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 18-03-2026
Ministra da Saúde visita feridos do acidente em Cabo Ledo no Hospital do Prenda

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, visitou, nesta Terça-Feira, as vítimas do acidente de autocarro, em Cabo Ledo, que se encontram internadas no Hospital do Prenda, em Luanda.

Em nota de imprensa, o Ministério da Saúde avança que, até ao momento, 11 pessoas perderam a vida e 26 permanecem hospitalizadas, algumas em estado crítico, recebendo atendimento de alta complexidade.

Durante a visita, Sílvia Lutucuta acompanhou de perto o trabalho das equipas médicas e constatou a gravidade dos casos. Entre os pacientes, há traumas torácicos, abdominais e pélvicos, fraturas múltiplas nos membros superiores e inferiores, além de trauma craniano e raque medular.

"Alguns feridos passaram por cirurgias de emergência devido a hemorragias internas e complicações pós-trauma, enquanto outros seguem em observação intensiva nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI)", acrescenta o documento.

Segundo relato das equipas médicas, algumas vítimas apresentaram rupturas internas de segundo tempo, complicações que surgem horas após o acidente, exigindo intervenções rápidas e precisas.

“Graças ao preparo das nossas equipes e ao investimento em hospitais de alta complexidade, conseguimos salvar muitas vidas", sublinhou a titular da pasta da Saúde.

Além do Hospital do Prenda, os pacientes recebem cuidados no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, no Hospital Geral de Viana e no Hospital Geral de Luanda, todos equipados para cirurgias e atendimento de emergência em casos graves.

O Ministério da Saúde tem prestado, igualmente, apoio psicológico e administrativo às famílias das vítimas, em coordenação com os Ministérios do Interior e dos Transportes, governos provinciais e ordens profissionais, como a Ordem e o Sindicato dos Enfermeiros.

A transladação dos corpos para as províncias de origem, incluindo Cabinda e Uíge, será realizada assim que as condições logísticas forem asseguradas.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 17-03-2026
CPSCM Tomou Conhecimento do Relatório de Implementação do Programa de Reforço do Sistema da Protecção Social (KWENDA)

COMUNICADO DE IMPRENSA

A Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros realizou hoje, dia 17 de Março de 2026, a sua 2.ª Reunião Ordinária, na Sala de Reuniões do Gabinete de Gestão Documental e Biblioteca da Secretaria-Geral dos Órgãos Auxiliares do Presidente da República, sob orientação da Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Teixeira de Alva Sequeira Bragança, no âmbito da competência que lhe foi delegada pelo Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo.

Na reunião de hoje, a Comissão para a Política Social efectou uma primeira abordagem do Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Regime Jurídico sobre as Actividades de Inspecção e Supervisão Pedagógica às Instituições de Educação e Ensino, diploma que estabelece as normas e os procedimentos para a realização das actividades acima referidas, definindo os critérios para o exercício das funções de inspector e de supervisor pedagógico, tendo recomendado a sua melhoria, para posterior apreciação.

No domínio do Desporto, a Comissão para a Política Social, apreciou os seguintes diplomas:

• Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Regulamento do Prémio Nacional do Desporto, diploma que estabelece a organização, as regras, as competências, os critérios e os procedimentos para a atribuição do Prémio Nacional do Desporto, reforçando a credibilidade, a imparcialidade e a eficácia do processo de reconhecimento;

• Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Regime Jurídico dos Contratos – Programa Desportivos, diploma que visa regular a celebração, execução, acompanhamento e avaliação dos contratos firmados entre o Estado e as entidades desportivas, com vista à prossecução de fins de interesse público desportivo. A Comissão para a Política Social considerou o projecto de diploma como primeira abordagem, tendo recomendado a sua melhoria para reapreciação em sede desta Comissão.

No sector do Ambiente, a Comissão para a Política Social apreciou os seguintes diplomas:

• Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Plano Nacional para a Biodiversidade de Angola (PLANABIO) 2026-2030, instrumento fundamental que visa orientar de forma coordenada, eficaz e participativa as políticas públicas e as acções de conservação, o uso sustentável e a repartição justa e equitativa dos benefícios gerados pela utilização da biodiversidade, no período em referência. Este documento está alinhado aos compromissos internacionais de Angola, recomendados pela Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), e aos objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente no que se refere à protecção dos ecossistemas terrestres e marinhos, à Agenda Africana-2063 e ao Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2023-2027);

• Projecto de Decreto Presidencial que aprova o Plano de Acção para a Conservação da Girafa em Angola 2026-2030, documento que visa orientar a conservação da girafa através da implementação de medidas que assegurem o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais, necessárias para a gestão sustentável da espécie.

Finalmente, a Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros tomou conhecimento dos seguintes documentos:

• Relatório de Implementação do Programa de Reforço do Sistema da Protecção Social (KWENDA), documento que procede ao balanço do referido Programa, ao longo dos 5 (cinco) anos da sua implementação;

Durante o período acima referido, o Programa KWENDA consolidou-se como a principal iniciativa de protecção social de Angola, alcançando uma escala, profundidade territorial e impacto social sem precedentes, tendo a sua execução global atingido 98,7%, um nível considerado satisfatório.

O Relatório refere que o orçamento do referido Programa foi alocado em três componentes, sendo que a componente das transferências monetárias dominou a alocação de recursos, com 82% do orçamento global, tendo beneficiado 1 371 602 (Um milhão, trezentos e setenta e um mil, seiscentos e duas) famílias, de 1 697 086 (Um milhão, seiscentos e noventa e sete mil, e oitenta e seis) cadastradas.

• Relatório de Balanço do Plano de Protecção às Pessoas com Albinismo (PAPPA), documento que espelha as acções realizadas no período de Janeiro à Setembro de 2025, bem como os resultados alcançados e respectivos impactos.

O documento refere que foram formados e certificados jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, tendo em conta a necessidade de produção e divulgação de programas relacionados com as pessoas com albinismo, em todo território nacional.

Na sequência, foram realizadas acções de sensibilização e mobilização nas comunidades sobre a educação, modalidades do desporto adaptado, ginástica e atletismo, formação em matéria de Monitor Desportivo, protecção às pessoas com albinismo, com destaque nas Províncias de Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Huíla, Benguela, Bié e Cabinda, bem como nas estruturas militares das FAA.

O Relatório destaca, ainda, que foram mobilizados líderes tradicionais, associações das autoridades tradicionais, líderes de religiões e de grupos ecuménicos, que apoiam publicamente a causa da inclusão, ajudando a desmistificar preconceitos ligados ao albinismo.

GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO SECRETARIADO DO CONSELHO DE MINISTROS, em Luanda, aos 17 de Março de 2026.

Fonte: GCII-SCM
Governo 13-03-2026
Angola defende responsabilização para garantir igualdade efectiva a todas mulheres

Angola defendeu, hoje, em Nova Iorque, a responsabilização para romper com o ciclo de abusos e garantir a igualdade efectiva a todas as mulheres e raparigas.

O posicionamento foi manifestado durante o debate geral da 70.ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, centrado em torno do tema: "A Violência contra Mulheres e Raparigas", na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), informa uma nota enviada ao Jornal de Angola.

Na ocasião, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher referiu que estes desafios permanentes exigem respostas pragmáticas e sustentáveis como acções integradas para a eliminação da discriminação e violência contra mulheres e raparigas, acabar com a impunidade, reforçar o Estado de Direito e assegurar uma participação mais equitativa e significativa das mulheres e raparigas em todas as esferas de tomada de decisão da vida política, económica e social, nacional e internacional.

Fez saber, também, que Angola realizou reformas legislativas no quadro institucional e político para eliminar a violência contra mulheres e raparigas e promover a igualdade de género.

Durante a sua intervenção, Ana Paula do Sacramento Neto sustentou, igualmente, que o Executivo está empenhado em estreitar os laços com a sociedade civil, o que já resultou na criação e na implementação da rede de protecção das vítimas de violência com serviços multissectoriais de saúde, justiça, polícia e acção social.

Avançou, ainda, que a campanha de 16 dias de activismo pelo fim de violência contra a mulher e zero discriminação tem servido para mobilizar público-alvo, com maior incidência nas escolas, igrejas e mercados informais e que foi criado um espaço de diálogo intergovernamental, denominado “Jango de Valores”, que congrega autoridades tradicionais, líderes religiosos e comunitários.

Esta iniciativa serve sobretudo para a promoção de valores morais, éticos, cívicos e desmistificar barreiras culturais que impedem o desenvolvimento das mulheres e raparigas, incluindo o acesso à saúde, educação, justiça e saúde sexual e reprodutiva, conclui documento.

País partilha experiência na promoção da igualdade género em almoço de trabalho das Delegações da CPLP

O país partilhou, quarta-feira, a experiência na promoção da igualdade de género, em Nova Iorque, durante um almoço de trabalho das delegações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Durante a ocasião, Angola destacou três eixos fundamentais, que tem desenvolvido para alcançar os objectivos definidos nos quatro Eixos Estratégicos da Política da Comunidade CPLP, nomeadamente o Empoderamento Económico e Social da Mulher, a Literacia Financeira, a Agenda Mulheres, Paz e Segurança.

Segundo a secretária de Estado para as Relações Exteriores, relativamente ao primeiro eixo, Angola aprovou, no final de 2025, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2025-2027) para elevar para 65%, até 2027, o nível de inclusão financeira no país.

“No quadro deste programa, estamos a expandir e a incentivar a bancarização dos operadores do mercado informal e das populações rurais, circuitos maioritariamente dominados por mulheres”, salientou.

Esmeralda Mendonça explicou, também, que o país está a expandir e a melhorar o acesso ao microcrédito, a fomentar o empreendedorismo e o empoderamento económico das mulheres e apostar na formação de quadros femininos nos domínios da tecnologia, indústria, prestação de serviços e apoio às pequenas e médias empresas.

Quanto à literacia financeira, sublinhou que a estratégia do Executivo busca promover programas de educação financeira para reforçar o conhecimento sobre os serviços financeiros e incentivar o uso adequado e consciente e acrescentou que atenderão particularmente as necessidades dos grupos vulneráveis e dos pequenos agricultores, incluindo mulheres e meninas.

Já sobre a Agenda Mulheres, Paz e Segurança, frisou a consolidação de Angola como uma referência regional na prevenção, gestão e mediação de conflitos, que tem trabalhado activamente para a implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas através da realização de workshops de capacitação e formações destinadas a reforçar o papel das mulheres na prevenção, gestão e resolução de conflitos.

“Após a implementação bem-sucedida do Primeiro Plano Nacional de Acção, estamos agora focados na execução da segunda geração do Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança (2025-2027)”, concluiu.

Fonte: Jornal de Angola

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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