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Governo 25-05-2026
Angola nas Reuniões Anuais do BAD e do Fundo Africano de Desenvolvimento

Angola participa, de 25 a 29 deste mês, em Brazzaville, Congo, na 61.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e na 52.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD).

Estas reuniões constituem o principal fórum de governação dessas instituições e juntam governadores, ministros, representantes de bancos centrais e parceiros financeiros dos 81 Estados-membros, para analisar os progressos alcançados pelo Grupo BAD e reforçar os mecanismos de financiamento ao desenvolvimento do continente africano.

A delegação angolana é chefiada pelo ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, e integra os secretários de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, e para a Aviação Civil, Marítima e Portos, Adilson Gabriel Alves Catala, bem como quadros seniores e especialistas dos Ministérios do Planeamento, das Finanças, dos Transportes e da Agricultura e Florestas.

Sob o lema “Mobilizar o Financiamento em Grande Escala para o Desenvolvimento de África num Mundo Fragmentado”, o evento vai centrar-se no debate de temas como financiamento ao desenvolvimento, integração regional, sustentabilidade económica e resiliência das economias africanas face aos actuais desafios globais, segundo uma nota do ministério do Planeamento.

Estão igualmente previstas sessões de alto nível e reuniões bilaterais entre representantes dos Estados-membros e parceiros internacionais, visando o reforço da cooperação financeira e institucional em sectores prioritários para o desenvolvimento de África.

Fonte: Sem fonte
Governo 25-05-2026
Cinco líderes que moldaram o sonho de uma África livre

No calendário político e histórico do continente, o 25 de Maio ocupa um lugar especial. A data assinala o Dia de África, criado para celebrar a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963, em Adis Abeba, instituição que mais tarde daria origem à actual União Africana. Para além do simbolismo histórico, o dia assinala a luta pela libertação do colonialismo, pela afirmação da identidade africana e pela construção de Estados
Entre os nomes que marcaram esse processo destacam-se Kwame Nkrumah, Julius Nyerere, Jomo Kenyatta, Ahmed Sékou Touré e Léopold Sédar Senghor. Vindos de diferentes regiões do continente, estes líderes partilhavam uma mesma convicção: África precisava governar-se a si própria e recuperar a dignidade perdida durante décadas de dominação colonial.

Um legado que atravessa gerações
Os caminhos seguidos por estes líderes foram diferentes. Alguns privilegiaram o socialismo africano, outros apostaram em modelos mais liberais. Uns tornaram-se referências democráticas, outros foram criticados pelo autoritarismo. Todos, porém, desempenharam um papel decisivo na descolonização do continente.

O Dia de África é também um momento para revisitar esse legado, compreender as conquistas alcançadas e reconhecer os desafios que continuam presentes. Mais de seis décadas após as primeiras independências, o continente enfrenta questões ligadas à integração económica, juventude, democracia, industrialização e soberania política.

Ainda assim, a visão de uma África unida, forte e dona do seu destino continua viva. E muito dessa ideia nasceu com líderes como Nkrumah, Nyerere, Kenyatta, Sékou Touré e Senghor, homens que ajudaram a transformar o mapa político do século XX e deram voz às aspirações de milhões de africanos.

Kwame Nkrumah (Gana)
(21 de Setembro de 1909 — 27 de Abril de 1972)

O arquitecto do pan-africanismo moderno
Kwame Nkrumah tornou-se, em 1957, o primeiro líder da África subsaariana a conduzir uma colónia à independência. A então Gold Coast transformou-se em Gana e abriu caminho para outros movimentos de libertação no continente.
Educado nos Estados Unidos e influenciado pelas ideias pan-africanistas, Nkrumah defendia que a independência política só faria sentido se estivesse ligada à unidade africana. A frase “A independência do Gana é inútil se não estiver ligada à libertação total da África” tornou-se uma referência histórica.
Durante o seu governo, investiu na educação, industrialização e infra-estruturas, mas também enfrentou críticas devido ao crescente autoritarismo do regime. Ainda assim, o seu papel na mobilização continental permanece incontornável. Foi um dos principais impulsionadores da criação da Organização da Unidade Africana.

Jomo Kenyatta (Quénia)
(20 de Outubro de 1894 — 22 de Agosto de 1978)

A voz da libertação queniana
Figura central do nacionalismo queniano, Jomo Kenyatta liderou o país rumo à independência, em 1963, após anos de tensão entre o poder colonial britânico e os movimentos africanos.
Politicamente associado à luta anticolonial, especialmente durante o período da revolta Mau Mau, Kenyatta tornou-se símbolo da resistência queniana. Após assumir a liderança do novo Estado, apostou na estabilidade política e na consolidação das instituições nacionais.
O seu governo incentivou o crescimento económico e fortaleceu o papel do Quénia como potência regional da África Oriental. Porém, também foi marcado por acusações de concentração de poder e desigualdade na distribuição de terras, questão sensível herdada do colonialismo.
Apesar das controvérsias, Kenyatta continua a ser lembrado como um dos rostos mais influentes da emancipação africana.

Julius Nyerere (Tanzânia)
(13 de Abril de 1922 — 14 de Outubro de 1999)

O professor que sonhou uma sociedade igualitária
Na Tanzânia, Julius Nyerere ficou conhecido como “Mwalimu”, palavra suaíli que significa professor. O apelido reflectia não apenas a sua profissão de origem, mas também a forma pedagógica como conduziu o país após a independência, em 1961.
Julius Nyerere apostou numa via africana de socialismo baseada no conceito de “Ujamaa”, que promovia a vida comunitária, a solidariedade rural e a auto-suficiência. A sua visão procurava adaptar modelos políticos às realidades culturais africanas, rejeitando tanto a dependência colonial quanto a submissão ideológica às potências da Guerra Fria.
Embora muitos dos seus programas económicos tenham produzido resultados limitados, Nyerere conquistou respeito internacional pela integridade pessoal, pela defesa da unidade nacional e pelo apoio aos movimentos de libertação da África Austral, incluindo Angola e Moçambique.

Ahmed Sékou Touré (Guiné)
(9 de Janeiro de 1922 — 26 de Março de 1984

O líder que disse “não” à França
Na Guiné, Ahmed Sékou Touré entrou para a história ao rejeitar publicamente a proposta francesa de integração na Comunidade Francesa, apresentada pelo general Charles de Gaulle, em 1958.
Enquanto várias colónias optaram por manter vínculos estreitos com Paris, Touré escolheu a independência imediata. A decisão teve consequências severas. A França retirou abruptamente técnicos, recursos e estruturas administrativas do país. Ainda assim, a Guiné tornou-se símbolo de soberania africana.
Sékou Touré adoptou uma linha política revolucionária e anti-imperialista, aproximando-se de países socialistas e apoiando movimentos de libertação no continente. O seu governo, no entanto, também ficou marcado pela repressão política, perseguições e restrições às liberdades civis.
Mesmo com um legado controverso, o seu gesto de ruptura com o colonialismo francês permanece como um dos momentos mais emblemáticos da história africana contemporânea.

Léopold Sédar Senghor (Senegal)
(9 de Outubro de 1906 — 20 de Dezembro de 2001)

A cultura como instrumento de libertação
Poeta, intelectual e estadista, Léopold Sédar Senghor deu ao Senegal uma dimensão política profundamente ligada à cultura e à identidade africana.
Foi um dos criadores do movimento da “Negritude”, corrente intelectual que valorizava as raízes africanas e combatia a inferiorização cultural imposta pelo colonialismo europeu. Para Senghor, a independência não devia ser apenas política, mas também cultural e psicológica.
Primeiro presidente do Senegal independente, em 1960, governou durante duas décadas e destacou-se pela defesa do diálogo, da estabilidade institucional e da cooperação internacional. Ao contrário de muitos líderes da época, deixou o poder voluntariamente, em 1980, gesto raro na política africana pós-independência.
A sua herança permanece viva tanto na literatura quanto na construção da identidade africana moderna.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 22-05-2026
PR restringe viagens ao exterior de responsáveis da Defesa e Segurança

O Chefe de Estado, João Lourenço, proibiu a deslocação ao exterior do país de titulares de cargos políticos, de direcção, comando e chefia ligados aos sectores da Defesa, Ordem Interna, entre outros, para participação em eventos não programados ou sem autorização prévia da Presidência da República.

A medida consta do Despacho Presidencial n.º 196/26, de 21 de Maio, publicado no Diário da República, I Série, n.º 93 e é extensiva aos titulares de cargos de direcção, comando e chefia da Polícia Nacional e Serviços de Inteligência.

De acordo com o documento, a proibição aplica-se à participação em cimeiras, fóruns, workshops, reuniões e eventos de natureza científica, festiva, comemorativa ou empresarial organizados ou promovidos por Estados, organizações continentais e regionais, bem como por entidades estrangeiras públicas ou privadas.

O despacho abrange responsáveis do Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, do Ministério do Interior, dos Órgãos de Justiça Militar, das Forças Armadas Angolanas (FAA), da Polícia Nacional e dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado.

O Presidente da República excluiu do âmbito da medida as deslocações em gozo de férias ou por razões de saúde, desde que respeitem os regulamentos e procedimentos internos das respectivas instituições.

Na mesma edição do Diário da República, vem publicada a Ordem do Comandante-Em-Chefe n.º 1/26, que reforça as restrições aplicáveis aos oficiais generais das FAA, oficiais comissários da Polícia Nacional e directores dos órgãos e serviços de inteligência e segurança do Estado que exercem funções de comando e chefia.

A ordem proíbe igualmente deslocações ao exterior do país para participação em eventos sem autorização prévia do Presidente da República e Comandante-Em-Chefe das Forças Armadas Angolanas.

O documento define como cargos de comando e chefia funções exercidas por responsáveis do Estado-Maior General das FAA, comandos dos ramos das forças armadas, tribunais militares, procuradoria militar, inspecções militares, regiões militares, escolas superiores de guerra e unidades militares de subordinação central.

Fonte: Angop
Governo 21-05-2026
Comissão Económica aprecia Relatório de Balanço do PDN 2023- 2027, referente ao I Trimestre de 2026

COMUNICADO DE IMPRENSA

A Comissão Económica do Conselho de Ministros realizou hoje, dia 21 de Maio de 2026, a sua 1.ª Reunião Ordinária, na Sala de Reuniões do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, sob orientação do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Nesta reunião, a Comissão Económica apreciou as Medidas Complementares de Estímulo à Produção de Bens Essenciais, promovendo a obrigatoriedade de aquisição, exposição e comercialização de produtos de amplo consumo de produção nacional, com oferta interna suficiente pelos operadores económicos importadores e os titulares de estabelecimentos comerciais grossistas e retalhistas em todo o território nacional.

Estas medidas visam fomentar a produção nacional, garantir o escoamento da produção interna, a substituição gradual das importações, bem como assegurar uma maior integração entre os produtores nacionais, os operadores comerciais e os consumidores.

No âmbito da intervenção do Executivo nas políticas de estímulo à produção nacional, a Comissão Económica do Conselho de Ministros apreciou uma Proposta de Alteração da Taxa de Juro praticada pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para o Sector Agro-pecuário, assegurando, simultaneamente, a sustentabilidade financeira da instituição com taxas de juros financeiramente sustentáveis para beneficiários do crédito agro-pecuário. A mesma situa-se na ordem de 7,5% ao ano, nos créditos destinados ao investimento agro-pecuário e 10% nos créditos destinados à aquisição de matéria-prima, insumos e capital circulante.

A nível do Sector Bancário, a Comissão Económica apreciou um Relatório que contém dados sobre a Origem e o Destino das Divisas e o fluxo da moeda estrangeira durante o I Trimestre de 2026.
O documento indica que, o período em referência, registou uma expansão das exportações de bens em 12,3% comparativamente ao trimestre anterior, influenciadas pelo aumento das receitas de exportação de petróleo bruto em 21,9%. Por outro lado, observou-se uma redução das importações de bens em 17,1%, tendo a importação de bens alimentares registado uma contracção de 29,2%. As Reservas Internacionais encerraram o I Trimestre com uma posição de 15,9 mil milhões de dólares.

Na mesma ocasião, a Comissão Económica apreciou, igualmente, o Relatório de Balanço do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023- 2027, referente ao I Trimestre de 2026, documento que apresenta um conjunto de dados sobre as acções desenvolvidas, a avaliação efectuada, bem como os resultados alcançados durante o período em referência.

O Balanço reporta que das 548 acções iniciadas foram materializadas 194 prioridades, equivalente a 67,61% das 284 previstas, enquadradas em 130 objectivos. Entretanto, encontram-se em acompanhamento um total de 398 indicadores, dos quais 56 registaram níveis de execução acima de 100%, enquanto 48 apresentaram níveis de execução entre 50% e 100%, sendo que 149 ficaram abaixo dos 50%, mas que decorrem de acções de natureza qualitativa que permitirão a concretização dos mesmos ao longo do presente ano.

Apesar dos desafios prevalecentes no actual contexto económico, fundamentalmente a nível da capacidade de financiamento, o Executivo tem procurado de forma afincada melhorar os mecanismos de acompanhamento e fiscalização na implementação do Plano, que tem permitido a recuperação gradual da actividade económica, a inversão da trajectória de crescimento da inflação, a redução da taxa de desemprego e a sustentabilidade das contas externas.

Finalmente, a Comissão Económica do Conselho de Ministros apreciou o Relatório de Balanço de Execução do Programa de Investimento Público (PIP), referente ao I Trimestre do Exercício Económico 2026, documento que reporta o quadro geral do Programa de Investimento Público, compreendendo a análise da execução física e financeira dos projectos a nível da Administração Central e Local do Estado.

O documento refere que, no período em referência, o PIP encerrou com 3 597 (três mil e quinhentos e noventa e sete) projectos inscritos, dos quais 988 (novecentos e oitenta e oito) afectos aos Órgãos da Administração Central e 2 609 (dois mil e seiscentos e nove) aos Órgãos da Administração Local, sendo que a execução física acumulada do PIP até o fim do período referenciado, apresentou um quadro com 473 (quatrocentos e setenta e três) projectos concluídos.

Em termos financeiros, registou-se uma execução positiva do orçamento em execução de 5,1 mil milhões de kwanzas, tendo sido liquidadas despesas no montante de 1,7 mil milhões de kwanzas, o que corresponde a uma taxa de execução de 33,7%.

Os projectos concluídos abrangem diversos sectores da economia nacional e têm gerado ganhos concretos e impactos na melhoria das condições de vida das populações.

GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO SECRETARIADO DO CONSELHO DE MINISTROS, em Luanda, aos 21 de Maio de 2026.

Fonte: GCII

scm.gov.ao Ministra, Secretária do Conselho de Ministros

Ana Maria da Silva Sousa e Silva



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